quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DIA 1º DE DEZEMBRO DIA MUNDIAL DA AIDS

O dia primeiro de dezembro foi escolhido como o dia mundial de prevenção contra a AIDS, doença transmitida por contato entre o sangue ou secreções contaminadas. A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), visando mobilizar a opinião pública sobre a gravidade da doença e amenizando o preconceito sofrido pelos portadores do HIV, o vírus causador.





Normalmente, a exposição do vírus no organismo ao longo do tempo destrói os glóbulos brancos que dão imunidade ao organismo, enfraquecendo o meio de defesa natural e o corpo fica sujeito a adquirir doenças “oportunistas”, como: pneumonias, infecções, herpes, diarréias e alguns tipos de câncer. Em sua fase mais avançada, podem aparecer doenças mais graves, como tuberculose, meningite, dentre outras.

Estar com HIV, no entanto, não significa necessariamente estar com AIDS: um grupo pequeno de pessoas aparentemente tinha o vírus, mas não desenvolvia a doença e hoje, com a criação de remédios e o surgimento do coquetel, os médicos conseguem reduzir a infecção por HIV no corpo e, por conseqüência, evitar que ela se desenvolva.

Há alguns anos se utilizava a expressão “grupos de risco” (homossexuais, profissionais do sexo, viciados em droga que compartilhavam seringas contaminadas, etc). Mas atualmente o termo caiu em desuso já que não existe diferenciação nem de sexo, raça ou de idade, qualquer pessoa está sujeita à infecção, contanto que tenha um comportamento de risco, como fazer sexo sem camisinha ou compartilhando agulhas e seringas. Isso pode acontecer não só onde se achava que o risco residia. Observou-se também o aumento da incidência nas mulheres e nos idosos.

A AIDS ainda não tem cura, apesar dos avanços médicos e dos tratamentos existentes, que garantem aos doentes qualidade de vida, por isso é fundamental a prevenção. Contudo, apesar da gravidade a doença parece meio esquecida e só ganha devido destaque em épocas em que o risco de transmissão é maior como no carnaval, Entretanto os abusos acontecem diariamente e não podem ser negligenciados, muitas pessoas ainda fazem sexo sem proteção, por exemplo. Hoje 6 a 9 bilhões de preservativos são utilizados no mundo por ano, mas estima-se que o uso deveria ser de 24 bilhões, segundo dados oficiais da ONU.

Não há melhor modo de se prevenir do que usando camisinha! Vista-se!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Road movies é tema de discussão em palestra do Fórum das Letras

Os Road movies são uma categoria cinematográfica que tem a viagem como seu principal pano de fundo. Os filmes nesse estilo têm um caráter mais solto, desregrado e tem muito a ver com a jornada de transformação do personagem e suas descobertas. Geralmente são feitos sem roteiro e são uma mescla de ficção e documentário.

Esse foi o tema da mesa “Cinema e Deslocamentos”, que teve como convidados Bia Bracher, Marcos Strecker e a mediação de Marcelo Castilho Avellar. Road movies também é tema do livro Na estrada de Strecker, que traz uma análise dos filmes de Walter Sales e sua biografia. O início da mesa foi marcado pela exibição de trechos dos mais importantes road movies como Easy Rider de Dennis Hopper, O Passageiro - Profissão Repórter de Antonioni e Paris, Texas de Win Wenders.

Bia Bracher contribuiu para discussão listando livros que têm como fios condutores as viagens. Destaca algumas diferenças entre os livros e os filmes “O cinema por ser imagem tem uma relação maior com a verdade, portanto o espaço para imaginação é menor.” diz a escritora. Uma das diferenças é o foco narrativo, no cinema fica muito complicado a narração na primeira pessoa. Nos filmes é possível ver todo o ambiente ao redor do narrador, nos livros talvez ele nem tenha se dado conta do que havia a sua volta. Categorizou os livros como épicos, batalhas e conquista, loucos e viagem, romance de formação e a memória como viagem.

A adaptação de livros para o cinema foi uma das questões levantadas por um dos participantes. Muitos filmes não superam as expectativas do livro. Uma das explicações é que a adaptação pode desconsiderar fatos importantes da narrativa do livro, por não corresponder com a intenção do filme. Alguns autores preferem “não ser fiel a história, para ser fiel ao romance”, diz Marcelo Castilho.

* Por Janini Sanches e Maressa Nunes

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fórum das Letras 2010

Durante 6 dias os escritores puderam levar sua poesia pelas ladeiras de Ouro Preto.
O último dia do Fórum contou a presença de Marina Colasanti e Margarida Paredes contando suas experiências em meio à guerra e discutiram política e ainda sobre a mulher.
Além de uma entrevista com Leonardo Boff falando sobre a sua teologia da libertação. E ainda a mesa "Escrita, libertadade e transformação" com Leonardo Boff e Mia Couto, que abordou a preservação ecológica.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fórum das Letras 2010

Livros que viram roteiros para o cinema, a mesa "Cinema e deslocamentos" debateu as adaptações e os road movies. O penúltimo boletim do Fórum trouxe também uma entrevista com o jornalista e biógrafo Paulo Markum. E ainda o universo das revistas literárias abordado na mesa: "Literatura e resistência".

Veja a nossa reportagem!

Um país livre se faz com homens livres?

Com a participação do escritor e jornalista paranaense, Laurentino Gomes, e mediação do também escritor e historiador carioca, Clóvis Bulcão, a mesa “Os órfãos da independência: as relações Brasil e África e as esperanças frustradas de 1822” discutiu o contexto do Brasil nos anos que antecederam a proclamação da independência e o que mudou no país após o 7 de setembro. A mesa aconteceu no Cine Vila Rica, na tarde de sábado.

Seguindo uma linearidade, os convidados começaram falando da figura de Tiradentes e terminaram no ano em que o Brasil deixou de ser colônia de Portugal. Para Laurentino, as guerras napoleônicas e o bloqueio continental, bem como as conjurações ocorridas no Brasil, contribuíram para a independência do país. “A ideia de Revolução era fermentada a todo instante”, diz. Ele esclarece, ainda, que a guerra de independência não foi pacífica como muitos pensam, pois “havia um clima de ódio entre lusos e brasileiros”. O jornalista cita alguns personagens importantes desse período, como José Bonifácio, a Imperatriz Leopoldina, e principalmente D. Pedro I, descrito por ele como “O herói multiuso da história brasileira”.

Após 1822, o Brasil era visto como um país fadado ao fracasso, já que havia uma sensação de orfandade por parte dos escravos, uma vez que seus desejos de liberdade e melhoria de vida não se concretizaram. “Havia o medo de uma guerra étnica entre negros e brancos”, afirmou Laurentino. Durante o debate, o escritor anunciou que já está preparando o último volume da trilogia sobre a história da monarquia brasileira, com o título 1889, que mostrará o governo de D. Pedro II e sua derrocada com a proclamação da República.

* Fonte: Site do Fórum das Letras

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